12/01/2022
Eu quero viver a arte.
E não viver dela. Por muito tempo ela foi sobrevivência e eu resistência.
Dezembro me dei férias, mas do artesanato. Selei compromisso com outro trabalho, e tive que escolher onde depositar minhas energias, afinal, a Gaia esta de férias da escola. Não da pra cuidar de uma criança e ter 2 trabalhos, fora todas as outras necessidades básicas da vida.
Pois bem, foi me afastando da arte que cheguei a conclusão que chega de mentir para mim mesma, eu preciso mudar, eu preciso assumir o que vim pra fazer. E com certeza arte é uma delas, mas não para por aí. Quando comecei a fazer artesanato, foi por precisar de um trabalho manual terapêutico, a um tempo atrás desenhava, mas perdi o interesse, e bom… ao artesanato me dediquei muito mais e me apaixonei, sempre me senti bem fazendo e nunca mais parei, por amor. E a ideia de começar a vender surgiu pela procura que teve, e daí eu ia juntar dinheiro pra cursar terapia holística. Foi indo foi indo, e anos se passaram vivendo a arte. Mas chegou um momento que se tornou algo maçante por conta da exaustão que cheguei. Maternar, trabalhar durante a semana em casa, aos finais de semana na adega, mais tarefas de casa. Esse mês que me afastei da arte, também me afastei de mim, e foi necessário fugir da realidade, para sentir saudade, e ver qual será o próximo passo. Eu fiz tantos planos pra dezembro aqui, e decidi adia-los.
E com tudo que rolou, me voltei aos estudos, sinto que agora estou pronta e interessada o suficiente para mudar. Voltar a fazer arte por puro prazer, e não a trabalho, vender é uma consequência. Tenho planos pra arte no meu caminhar, ela veio pra somar com o que estudo. Unindo o útil ao agradável, pari um novo horizonte. E estou entregue. (Até vontade de desenhar estou, e até mexi com as tintas 🥰) me permitindo fluir aos poucos, uma coisa de cada vez.
Estou de volta. Alguém sentiu saudade? K*k 🤡🔥