07/10/2026
Na casa antiga, ele ficava na sala vendo jogo e documentário. Ela, no quarto lá em cima, com a novela. Mal se viam.
Foi isso que o casal contou na ArqTerapia. A casa de dois andares tinha separado a rotina dos dois sem ninguém perceber. Depois, numa casa menor, aconteceu o contrário: “Nós estávamos sempre separados. Aqui não, nós estamos sempre juntos.”
Por isso, quando a gente perguntou qual era o coração da casa, a resposta veio em dupla: sala e cozinha. Juntas, integradas, uma à vista da outra.
Na cozinha, ela é quem cozinha, e o pedido veio cheio de certezas. Pia na janela, cuba grande, forno e micro-ondas embutidos. Pedra clara, nada de granito escuro, porque a água da região mancha. Lava-louça, não: não faz parte do jeito deles. E lugar pra guardar, porque a outra dor era essa. Num almoço de aniversário, com a família inteira em casa, ninguém achou a louça. Acabou em prato de plástico.
O projeto respondeu com uma bancada em U, a cuba virada pra janela, torre de forno e micro-ondas e armário pra tudo ter endereço.
Na sala, sofá e poltronas pra novela e pro futebol lado a lado. TV num suporte articulável, que se ajusta a quem está assistindo. Mesa nova pras filhas e os netos, que vêm toda semana. E uma cristaleira com lugar pra vitrola e pros discos: tem Kenny Rogers, tem Abba, tem Raul Seixas.
Cinza, madeira e luz quente. Do tijolo à casa pronta, o pedido foi um só: “Pra mim o mais importante é gostar de onde a gente está.”
Qual é o cômodo que junta a tua família?