11/08/2026
Hoje acordei com uma surpresa.
A minha bolsinha térmica.
Aquela que me acompanha há quase vinte anos. A que já acalmou incontáveis cólicas, dores nas costas, noites difíceis. A que esteve comigo em momentos que ninguém viu.
Ela amanheceu com um pequeno furo.
Antes que fosse deixando seu conteúdo pelo caminho, retirei cada uma das sementes.
Enquanto fazia isso, percebi que aquela bolsinha estava me ensinando mais uma vez.
Nada é permanente.
Tecidos se desgastam. Costuras cedem. Ciclos terminam.
Mas terminar não é o mesmo que desaparecer.
As sementes continuam.
Elas carregam memória. Carregam cuidado. Carregam história.
As mesmas sementes que me acolheram por tantos anos agora vão habitar uma nova bolsinha. Desta vez, acompanhadas de lavanda, camomila e erva-doce. A experiência continua, mas transformada.
E talvez a vida seja exatamente assim.
Há ciclos que precisam terminar para que outros possam nascer mais completos.
Hoje, enquanto preparava essa postagem, outro ciclo também começou.
Esta página cresceu e agora passa a se chamar Ateliê Poéticas do Avesso: Nasceu um MEI. Uma conta PJ. Um e-mail. Um WhatsApp para atender quem acredita no meu trabalho.
Há alguns meses eu ainda imaginava que tudo isso seria apenas um plano alternativo.
Hoje escolhi tratá-lo como o que ele realmente é: um sonho que resolveu criar raízes.
Talvez seja isso que as sementes façam.
Elas nunca pertencem ao invólucro.
Pertencem ao próximo ciclo.
🌿
Bem-vindos ao Ateliê Poéticas do Avesso.
Que daqui floresçam muitas histórias.