15/05/2018
A polêmica RT
Muitas pessoas tem o conhecimento, ou ao menos ouviram falar sobre a comissão que o arquiteto recebe de loja ou fornecedores parceiros, e a grande verdade é que nem sempre é vista com bons olhos.
Primeiramente vamos salientar aqui que este post tem o intuito de informar, apenas. Não vamos emitir qualquer opinião sobre a prática.
A RT surgiu como forma de fortalecer a parceria entre o profissional da arquitetur com as lojas e fornecedores de serviços. Porém, nem sempre é conduzida de maneira ética:
1) Fornecedor/loja não deve colocar over price nos produtos ou serviços quando tem arquiteto envolvido. O produto em questão têm que custar o mesmo para cliente que veio através do profissional, ou para cliente autônomo (vamos dizer assim). O fato de o cliente ter ou não um arquiteto não deve ser prejudicial a ele, ao contrário, tendo este produto o mesmo preço para todos, porque então não recorrer a um arquiteto para que você tenha ajuda profissional no seu projeto?
2) Quando nós arquitetos sugerimos determinada loja/fornecedor é porque conhecemos e confiamos no que será oferecido ao cliente, pois visamos sempre agradá-lo com o resultado final. Não devemos sugerir um terceiros apenas para garantir a comissão. A exclusividade não pode ser mantida por esta causa, é anti-ético!
Mas para mudar essa má visão que as pessoas têm da RT e ainda obedecer as regras do CAU, que por sua vez vem condenando essa prática, as lojas e fornecedores tem lançado um programa de fidelidade, que tem o intuito de manter e fortalecer essa parceria com arquitetos. Muitos desses programas são através de pontuação onde os profissionais ganham itens do dia-a-dia, ganham viagens à exposições, participam de sorteio e etc... Enfim, é uma maneira mais ética que o mercado está encontrando para que ninguém sinta-se lesionado. E também uma maneira de ajudar nós, arquitetos, a lutar contra aquela antiga idéia de que “contratar um profissional para seu projeto f**a muito mais caro”. Bacana, não?!