05/10/2026
Um novo alerta de entidades médicas voltou a chamar atenção para os chamados “chips da beleza”, nome popular dado a determinados implantes hormonais manipulados.
Sociedades médicas divulgaram a chamada Carta do Rio de Janeiro, na qual manifestam preocupação com a utilização desses implantes e solicitam medidas às autoridades sanitárias. Entre as situações em que esses produtos são oferecidos estão promessas relacionadas a emagrecimento, ganho de massa muscular, aumento da libido, mais disposição e efeitos de “antienvelhecimento”.
Segundo as entidades, faltam evidências científ**as suficientes que comprovem a segurança e a eficácia desses implantes manipulados para diversas dessas finalidades. Alguns produtos podem conter hormônios como testosterona, gestrinona e estradiol. As entidades também destacam que, quando ocorre uma reação adversa, o implante continua liberando a substância e não é possível simplesmente interromper a administração como acontece com algumas outras formas de tratamento.
E atenção a um detalhe importante: esse alerta de 2026 não signif**a que todos os tratamentos hormonais estejam proibidos. As próprias entidades deixam claro que não são contra a terapia hormonal quando existe indicação médica e utilização de formulações estudadas, registradas, ajustáveis e monitoráveis.
A Anvisa já havia determinado, em 2024, a suspensão da manipulação, comercialização, propaganda e uso de determinados implantes hormonais manipulados e estabelecido regras mais rigorosas para esses produtos. A Agência também alerta para a ausência de comprovação de segurança e eficácia dos chamados “chips da beleza” para fins estéticos e de desempenho.
Como fazer na prática? Se você utiliza ou está pensando em utilizar um implante hormonal manipulado, não tome decisões apenas com base em propaganda, redes sociais ou relatos de outras pessoas. Converse com um médico habilitado, informe todos os medicamentos e tratamentos que utiliza e pergunte qual é a indicação, quais evidências existem, quais são os riscos e quais alternativas aprovadas estão disponíveis.
A aparência pode ser importante, mas qualquer tratamento que envolva hormônios precisa ser avaliado com cuidado e acompanhamento profissional.