06/09/2026
O erro precisa deixar alguma coisa?
Ontem, uma peça que eu estava fazendo quebrou. O primeiro sentimento foi o desapontamento — pelo tempo, pelo cuidado e pela expectativa depositados naquela forma.
Mas depois de internalizar a perda, a frustração, entendi ou aceitei que o erro também faz parte do caminho. Ele interrompe, desloca, revela. Obriga a olhar de novo, a compreender melhor a matéria e, muitas vezes, a seguir adiante de outra forma.
Trabalhar a porcelana também é aprender a conviver com aquilo que não podemos controlar completamente.
Talvez o valor do erro esteja justamente nisso: ele também nos transforma.
Reflexão sobre Notas para uma vida artística de Adriana Scataris #064