Agulhas no Palheiro

Agulhas no Palheiro Trabalho com artesãos e criativos
que querem perceber o que vendem, para quem e se o seu modelo atual é sustentável.

Todos os envios são efetuados diretamente pelos nossos Artesãos, espalhados por Portugal inteiro.

Escalabilidade.Outra palavra pouco romântica, eu sei.Mas fundamental para quem quer construir um negócio.A maioria dos a...
19/06/2026

Escalabilidade.

Outra palavra pouco romântica, eu sei.

Mas fundamental para quem quer construir um negócio.

A maioria dos artesãos que conheço (tenho sorte de conhecer muitos bons) não tem um problema de talento.

Tem um problema de capacidade.

Porque o modelo de negócio depende exclusivamente das suas próprias mãos.

Se hoje fizerem 10 peças, vendem 10 peças.

Se amanhã quiserem vender 20, precisam de trabalhar o dobro.

Se quiserem vender 50, precisam de mais horas do que o dia tem.

E é aqui que surge a pergunta que quase ninguém faz:

O que acontece quando o negócio cresce?

Porque crescer nem sempre resolve os problemas.

Às vezes cria novos.

Mais encomendas.
Mais clientes.
Mais produção.
Mais pressão.
Mais horas de trabalho.

Quando falo de escalabilidade, não estou necessariamente a falar de fábricas ou produção em massa.

Estou a falar de encontrar formas de o negócio crescer sem que tudo dependa sempre da mesma pessoa.

Pode ser através de produtos mais simples.
Pode ser através de coleções.
Pode ser através de pontos de venda.
Pode ser através de ensino.
Pode ser através de ajuda na produção.
Pode ser através de uma estratégia que permita vender mais sem trabalhar infinitamente mais.

Porque há uma pergunta que me parece importante:

Se o teu negócio duplicasse de tamanho amanhã, conseguias responder sem sacrificar ainda mais a tua vida?

Se a resposta for não, talvez o problema não seja vender mais.

Talvez seja o modelo.

E esta é uma das conversas mais difíceis no artesanato.

Porque implica aceitar que nem sempre a solução passa por trabalhar mais.

Às vezes passa por trabalhar de forma diferente.

Hoje dei por mim a pensar numa pergunta que raramente vejo ser feita por quem está a começar neste mundo dos negócios/ve...
18/06/2026

Hoje dei por mim a pensar numa pergunta que raramente vejo ser feita por quem está a começar neste mundo dos negócios/vendas:

Consigo faturar o suficiente para viver hoje, descontar para amanhã e ainda sobreviver a um imprevisto?

Não estou a falar de faturação.

Estou a falar do que sobra depois das despesas, dos impostos, da Segurança Social e de tudo o resto.

Porque uma coisa é vender.

Outra é construir um negócio sustentável.

Confesso que, quanto mais anos ando a construir o meu caminho, mais respeito ganho pelos empresários que conseguem manter empresas estáveis durante décadas.

Pagar salários. Pagar fornecedores. Pagar serviços. Investir. Crescer. Sobreviver às fases más.

Não é tão simples como às vezes parece nas redes sociais.

E a verdade é que esta pergunta também me obriga a olhar para mim.

Se amanhã dependesse apenas do meu negócio, estaria verdadeiramente preparada?

Teria rendimento suficiente para viver?

Estaria a descontar o suficiente para ter uma reforma digna?

Teria margem para enfrentar um ano mais difícil?

São perguntas pouco românticas.

Mas talvez sejam das mais importantes que podemos fazer quando decidimos transformar uma paixão num negócio.

E tu?

Já alguma vez fizeste estas contas a sério?

Nos últimos tempos tenho recebido várias mensagens de pessoas à procura de uma loja online de artesanato ou de um espaço...
16/06/2026

Nos últimos tempos tenho recebido várias mensagens de pessoas à procura de uma loja online de artesanato ou de um espaço para vender os seus produtos.

Por isso achei que valia a pena esclarecer.

O Agulhas no Palheiro não vende artesanato.

O meu trabalho passa por ajudar artesãos, criadores e pequenos negócios criativos a perceberem melhor o potencial dos seus projetos, a identificarem oportunidades de crescimento e a tomarem decisões mais estratégicas.

Por outro lado, a comunidade da Plataforma do Artesão continua ativa.

A diferença é que já não funciona no modelo antigo. Hoje acontece no Skool, onde os membros podem trocar experiências, colocar dúvidas, partilhar oportunidades e crescer em conjunto.

Se procuras apoio para desenvolver o teu projeto criativo ou fazer parte de uma comunidade de artesãos, o link está na bio.

E se ainda tens dúvidas sobre o que faço, provavelmente a resposta está no site. 🙂

Estive 3 dias em Haia e espantem-se, no centro, a única loja que encontrei com algo Artesanal foi esta. 🤣 Posso não ter ...
13/06/2026

Estive 3 dias em Haia e espantem-se, no centro, a única loja que encontrei com algo Artesanal foi esta. 🤣

Posso não ter andado nos sítios certos, mas a verdade é que vim de lá triste. Queria algo que fosse tradicional e artesanal holandês e não encontrei.

Espero que os turistas em Portugal não sintam o mesmo.

Diz-me, na tua cidade, onde se encontra verdadeiro artesanato, e se tiverem um instagram, deixa nos comentários.

09/06/2026

Vou deixar o link nos comentários, e podes testar gratuitamente durante 7 dias.

Qual é a tua cena?A resposta mais honesta é que provavelmente precisas das duas.Porque resolvem problemas diferentes.Uma...
08/06/2026

Qual é a tua cena?

A resposta mais honesta é que provavelmente precisas das duas.

Porque resolvem problemas diferentes.

Uma comunidade de criativos ajuda-te a perceber que não estás sozinho.

Permite trocar experiências.
Ouvir histórias semelhantes à tua.
Conhecer feiras.
Descobrir fornecedores.
Partilhar sucessos e frustrações.
Aprender com os erros dos outros.

Mas há uma coisa que uma comunidade raramente consegue fazer.

Olhar para o teu negócio de fora.

Porque quando criamos algo durante meses ou anos, deixamos de conseguir ver muitas coisas.

Não vemos aquilo que um cliente vê.
Não percebemos onde estamos a criar ruído.
Não percebemos porque um produto chama mais atenção do que outro.
Não percebemos onde está o verdadeiro potencial.

É aí que entra uma análise externa.

Alguém que chega sem apego ao produto.
Sem apego às ideias.
Sem apego às decisões que já tomaste.

E que consegue fazer perguntas que provavelmente já não te fazes há muito tempo.

Por isso não vejo estas duas coisas como concorrentes.

Vejo-as como complementares.

Uma ajuda-te a crescer acompanhado.

A outra ajuda-te a perceber para onde vale a pena crescer.

E tu?

Neste momento, sentes mais falta de uma comunidade que fala a tua língua ou de alguém que te ajude a ver aquilo que já não consegues ver sozinho?

Eu sei.É uma opinião pouco popular.Mas vale a pena refletir.Todos os dias vejo artesãos a investir horas a fazer persona...
07/06/2026

Eu sei.
É uma opinião pouco popular.

Mas vale a pena refletir.

Todos os dias vejo artesãos a investir horas a fazer personagens de filmes, séries, desenhos animados, jogos ou marcas conhecidas.

E depois queixam-se que não conseguem vender as suas próprias criações.

Ou que ninguém conhece o seu trabalho.

Ou que as pessoas só perguntam por determinada personagem.

Mas porque haveriam de perguntar por outra coisa?

Foi essa personagem que passaram anos a promover.

Não o artesão.
Não a marca.
Não a criatividade.
Não a capacidade técnica.

A personagem.

Criar algo original dá mais trabalho.

É mais lento.

É mais arriscado.

Ninguém vai procurar por isso no primeiro dia.

Mas também é a única forma de construir algo que seja verdadeiramente teu.

Porque enquanto dependeres da fama criada por outros, estarás sempre a viver à sombra do trabalho de alguém.

E se, em vez de usares uma personagem criada por outra pessoa para chamar a atenção, criasses uma personagem tua?

Uma ideia tua.
Um conceito teu.
Uma identidade tua.

E depois fizesses o mesmo que todos os outros criadores fizeram:

Trabalhar para a tornar conhecida.

Não é o caminho mais fácil.

Mas é provavelmente o único que te permite construir algo que te pertença verdadeiramente.

06/06/2026

**A Plataforma do Artesão continua. E agora está no Skool.**

Nas últimas semanas recebi várias mensagens a perguntar se a PAP tinha acabado e o que iria acontecer à comunidade.

A resposta é simples.

A PAP, tal como existia até aqui, está a mudar.

Mas a Plataforma do Artesão continua.

Ao longo dos anos, uma das coisas que mais ouvi foi:

"Aqui fala-se a mesma língua."

E acredito que isso continua a ter valor.

Por isso reorganizei a comunidade e passei-a para o Skool, um espaço mais simples e organizado onde artesãos e criadores podem trocar experiências, discutir desafios e aprender com o percurso uns dos outros.

*O que vais encontrar na nova Plataforma do Artesão?*

• Conversas sobre negócios artesanais
• Discussão de desafios reais do dia a dia
• Partilha de experiências e oportunidades
• Divulgação de feiras, eventos e workshops relacionados com artesanato
• Recursos e conteúdos úteis
• Um espaço onde podes aprender com outros artesãos

*O que não vais encontrar?*

• Mentoria individual
• Consultoria
• Análises de negócio
• Um grupo criado apenas para divulgar produtos

A comunidade existe para que os membros possam aprender, partilhar e crescer em conjunto.

*Como funciona o acesso?*

Podes experimentar gratuitamente durante 7 dias.

Após esse período, podes escolher entre:

5€ por mês ou 50€ por ano

A subscrição dá acesso à participação na comunidade, permitindo comentar, criar publicações e participar nas discussões.

Se sentes falta de um espaço onde se possa falar abertamente sobre os desafios do artesanato e dos negócios criativos, a Plataforma do Artesão está à tua espera.

Deixo o link nos comentários, para quem quiser testar.

Não.A Plataforma do Artesão continua a existir.Mas está diferente.Ao longo dos últimos meses tenho andado a repensar mui...
06/06/2026

Não.

A Plataforma do Artesão continua a existir.

Mas está diferente.

Ao longo dos últimos meses tenho andado a repensar muita coisa. O que faz sentido manter. O que deixou de fazer sentido. E, sobretudo, onde consigo acrescentar mais valor.

Nesse processo, e pelas imensas mensagens recebidas, percebi que havia uma coisa que não queria perder.

As conversas.
A troca de experiências.
O facto de existir um espaço onde artesãos e criadores podem falar sobre os desafios reais dos seus negócios com pessoas que os compreendem.

Por isso reorganizei a comunidade e reabri as portas.

A Plataforma do Artesão passa a ser um espaço para:

- trocar experiências;discutir desafios; partilhar oportunidades; aprender com os erros e sucessos dos outros; conversar sobre o negócio artesanal sem os filtros das redes sociais.

Não é mentoria.
Não é consultoria.
Não é um grupo para vender produtos.

É um espaço de partilha entre pessoas que vivem, todos os dias, os desafios de criar, vender e fazer crescer um negócio artesanal.

Se sentes falta de um lugar onde possas ter estas conversas, o link está na bio.

06/06/2026

Se existisse apenas um espaço de comunidade entre artesãos, sem consultoria, sem acompanhamento e sem respostas garantidas da minha parte, mas com possibilidade de trocar experiências com outros criadores, isso teria valor para ti?

Endereço

Avenida Alexandre Herculano
Vila Do Conde

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