13/07/2026
Para muitos, é só um jogo americano.
Mas, para mim, ele representa muito mais: é a prova da minha superação.
Durante muitos anos tentei aprender crochê. Eu insistia, tentava, errava... e não conseguia. Ler uma receita, então, parecia impossível.
Minha tia Polaca teve toda a paciência do mundo. Passávamos tardes sentadas lado a lado: ela fazia crochê com uma facilidade que sempre me encantava — nem receita precisava. Eu, do outro lado, seguia com meu ponto cruz, admirando aquele talento e sonhando que um dia também conseguiria.
Alguns anos atrás resolvi tentar o amigurumi. Com a ajuda do YouTube, muita persistência e incontáveis tentativas, nasceu minha primeira calopsita. Ela não foi apenas um amigurumi... foi a prova de que eu era capaz.
Depois vieram outras peças, até que resolvi criar os tão sonhados sousplats, pelos quais sempre fui apaixonada. Nem terminei um jogo e já comecei outro, dessa vez com o fio Barroco.
Numa tarde, pedi as cores para a pelo WhatsApp. Meu marido foi buscar os fios e naquela mesma noite, dei início a esse projeto.
E ontem coloquei o último ponto.
Olho para esse jogo americano e vejo muito mais do que fios entrelaçados. Vejo a menina que achava que nunca aprenderia crochê, a mulher que não desistiu e todas as horas de dedicação até chegar aqui.
Ficou exatamente do jeitinho que eu imaginei.
E, por isso, ele sempre vai ter um lugar especial no meu coração. 🤍🧶