ARCA Associação de Artesãos de Santa Cruz de Chapada do Norte

ARCA Associação de Artesãos de Santa Cruz de Chapada do Norte Em Chapada do Norte no Vale do Jequitinhonha os trançados de couro e palha de milho são usados na

20/08/2026

"Aqui tá umas madeira que eu tirei no mato, vocês podem ver que é uma madeira seca. Isso aqui é para fazer tambor, a gente vai lá no mato, no tempo da lua boa, - nem toda lua a gente pode pegar a madeira, mas pode ver que é uma madeira seca, trabalhada pelos cupins, num processo de escavação, aí a gente dá continuidade com o formão, vocês podem ver que tem o formão aqui que a gente faz de foice. É assim que a gente sempre trabalha, protegendo a natureza, nunca corta a árvore verde para ta fazendo o tambor, sempre a seca para não estar destruindo a natureza, pois já tem muita mata destruída, muita mata morrendo. Então, a gente tem que ter esse cuidado, de nunca fazer com que as águas seca.
Vocês podem ver que coloquei as peças aqui, coloquei aqui para o cupim não comer mais, tem bastante madeira aqui, mas todas secas."

👉🏿 Depoimento do artesão e agricultor Adão Pereira

📸 Erika Riani

“Eu prossigo com o tingimento, que, na verdade, foi uma coisa que a gente já sabia anos atrás.A gente mexia com o tingim...
01/08/2026

“Eu prossigo com o tingimento, que, na verdade, foi uma coisa que a gente já sabia anos atrás.

A gente mexia com o tingimento, mas era uma coisa assim: tingia hoje, passava um ano, dois anos sem mexer mais.

Agora, a Aneli ensinou um jeito certo para o tingimento. Hoje, a gente faz vários tingimento, várias cor.

O que eu mais gosto, depois que aprendi com a Aneli, é tirar as cascas do tingui. Ela é maravilhosa, não dá problema.
Você pode buscar as cascas do tingui em qualquer lua.
Se você quiser a palha mais clara, você faz com o tingui mais novo.
E, se você quiser uma cor bem mais colorida, uma cor marrom mais escura, você faz com a casca seca ou com a madeira madura, bem madura. Aí f**a bem mais colorido.

A gente tira a casca para o tingimento com cuidado, para não destrui a natureza. Para não deixa ofende a madeira, a gente tira a casca por cima, não vai lá no centro para poder matar a árvore.

Então, por isso que a gente tem muito cuidado mesmo para tirar as cascas.

Nós que trabalhar, mas nós que ver a natureza firme e forte.”

👉🏿Depoimento de Dona Eva artesã e agricultora.

📸

19/07/2026

“Hoje eu posso passar para minha filha a grande felicidade que vivi na minha infância. Essa tradição não se perdeu; ela continua viva.

Tenho o privilégio de estar ao lado da minha mãe fazendo bonecas de biscoito para minha filha e minha sobrinha. Ver a alegria delas recebendo suas bonequinhas me faz lembrar da felicidade que eu e meus irmãos sentíamos quando éramos crianças.
Amo viver reviver essas lembranças e, principalmente, saborear o delicioso biscoito que minha mãezinha faz com tanto amor.
São experiências que aquecem o coração e que agora também fazem parte da infância da minha filha.”

👉🏿Depoimento de Franciele, filha da Dona Aparecida, mãe da Yasmim, tia da Jennifer e artesã da Arca.

📸 Francielly Alves

13/07/2026

“A gente tem que colher a casca do maçambé na lua crescente, que é a fase que a lua está mais forte, para fixar a cor que é o preto.
Se faz na lua minguante, não dá a cor certa, se faz na lua nova, pior ainda.

A gente sabe que a lua que mais domina todo o nosso sistema é a lua crescente.
As outras luas é o seguinte: se eu preciso de diminuir o andor, aí eu colho a casca ou a raiz na lua minguante.

Porque a lua cheia é a lua que altera qualquer coisa do sistema do corpo humano.

👉🏿 depoimento do José Antônio Neto mestre no traçado da palha e agricutor

📸 José Antônio Neto

10/07/2026

... Quando eu era criança, há mais de 30 anos atrás; meus pais não tinham condições de comprar brinquedos pra mim e meus irmãos. Aneli e eu fazíamos os nossos próprios brinquedos. A gente brincava com bonecas de sabugo e com o cabelo da espiga do milho. Uma grande distração nossa também era com as sementes de CONTA DE LÁGRIMAS ou (Lágrimas de Nossa Senhora). A gente colhia as sementes e fazia colares, pulseiras. Eu falo que fazíamos para brincar, mas quando conseguia concluir uma peça a gente usava e achava lindo! Porém tinha que ter muito cuidado para não quebrar ou sumir as agulhas que usávamos para passar a linha pela semente. Se quebrasse o fundo de uma agulha o pagamento era caro, pois mãe tomava uma xícara, um copo ou talheres que a gente ganhava em pagamento da agulha. Kkkkk tínhamos que ser crianças responsáveis 😂😂😂😂. Uma memória cultural de infância muito boa.

👉🏿depoimento de Ana Maria, agricultora , artesã e moradora da comunidade Quilombola da Faceira.

📸 Francielly Alves

03/07/2026

“Meu nome é Milton, sou da comunidade quilombola do Gravatá, Quebrabateia. Sou artesão, lavorista,
também sou migrante.
Eu comecei no artesanato desde os meus 16 anos e graças a Deus estou seguindo em frente até hoje.
Eu acho muito bom mexer com o artesanato. É uma coisa que eu aprendi, graças a Deus, muito bem.
Aprendi com o Paulo a fazer os tamburetes, depois foi o reco-reco, chique-chique, tambor.
É uma coisa que ajuda a gente bastante.
Muitas vezes, a gente nem tá esperando, de repente apresenta umas pratinhas pra gente, pra alegrar a gente mais ainda.
Mais animado a gente f**a e vamos que vamos com as bênçãos de Deus.

Cada dia que passa, melhor. Melhor tá.”

👉🏿Depoimento de Milton - agricultor e artesão.

📸Kika Antunes
📸Erika Riani

14/06/2026

“Socar a terra, peneirar, fazer a pintura com a terra aqui pra mim é reviver o passado, a minha infância, com minha avó, com minha mãe. Então isso traz uma boa lembrança daquele tempo em que tudo, tudo, tudo no nosso quilombolo era natural, tudo leve, era bem tranquilo, onde a gente pintava as paredes, pintava a fornalha, tudo com a nossa terra. Então, peneirar e socar pra mim é reviver a minha infância, o tempo de criança com amigos, familiares e sentir aquela saudade mesmo do nosso momento com a minha avó, com a minha mãe e meus irmãos. A gente tem esse costume de fazer esse trabalho até hoje, a gente dá continuidade.
Pra mim, é um momento muito bom, assim a gente revive a nossa infância. É viver de novo o nosso passado, a nossa história, a nossa cultura.”

👉🏿Depoimento da artesã e agricultora Aneli.
🎵 Cantiga ao som do artesão João e sua esposa.
📸Aneli de Fátima

06/06/2026

“Aqui no Quilombo de Faceira, tem bastante pessoas que trabalham com artesanato, vários tipos de artesanato e eu sou um deles, né?
Eu trabalho com a palha de milho, trabalho com couro também e instrumentos musicais.
E agora eu comecei a fazer essas buracas. Muitas pessoas falam bolsa, mas antigamente chamava buraca.
É que o pessoal usava para carregar de tudo. Era nessas buracas aqui.
E com o tempo começou se perdendo. Foi aparecendo outros tipos de bolsas mais modernas, e aí o povo começou procurando esses tipos de bolsas mais modernas, mas aí as pessoa viu que não era tão segura.
E aí eu comecei fazendo essas buracas uns tempos pra cá e está sendo bastante procurada.
O povo está gostando muito que é um tipo de artesanato bem seguro, forte, isso é couro cru do animal e f**a muito boa.”

👉🏿 Depoimento do artesão Adão Pereira

📸

21/05/2026

“O que mais amo no artesanato, em palha de milho, é em transformar a palha de milho em algo simples da natureza, peças cheias de beleza, carinho, história. Cada trançado leva a paciência, criatividade, amor.
A arte da palha de milho, do trançado em palha de milho, me conecta com minhas raízes, minha criatividade e amor, afeto, feito à mão.

Onde minhas mãos trabalham e minha alma sorri.”

👉🏿Depoimento da artesã Valdinéia
📸

“O uso do couro, há muitos anos, a gente tinha essa atividade no quilombo. Os nossos antepassados já tinham esse trabalh...
06/05/2026

“O uso do couro, há muitos anos, a gente tinha essa atividade no quilombo. Os nossos antepassados já tinham esse trabalho artesanal que eram feitos as camas, que era, na verdade, chamava de catre.
Tinha as cadeiras, os bancos, tudo era feito do couro. E também tinha aquela dificuldade, nem todos tinham condições de tê-lo. Tinha algumas pessoas que queria ter e não tinha condições.
Na verdade, era um trabalho, assim, bastante minucioso, bem detalhado. Os baús eram feitos, tudo detalhadinho, muito bem feito, no passado, e isso a gente tá dando continuidade. É uma cultura aqui da nossa região, nosso quilombo, o trabalho do couro.
A gente fez alguns resgates de algumas peças que já estavam se perdendo. E hoje a gente tá dando continuidade assim, resgatando o nosso passado, essas atividades com couro.
Hoje também não só para o uso próprio, mas também se tornou para nós uma geração de renda. E o couro a gente trabalha tanto para uso e também como decorativo. E também os instrumentos musicais, tudo a gente hoje aproveita o couro. É um trabalho também assim que passa de geração por geração.
Eu aprendi com outros artesãos que tinham, inclusive para mim aprender eu fui em uma outra comunidade, lá do Gravatá. Comecei a aprender com o João Branco e com o Paulo, que me ensinou a fazer a trama do trançado do couro.
E aí eu dei sequência. Hoje, graças a Deus, para a gente é muito bom o trabalho. E também já tem como uma geração de renda do nosso quilombo e também para o nosso uso.”

👉🏿Depoimento de Aneli Pereira , agricultora e artesã da comunidade Quilombo da Faceira

📸

Endereço

Rua Rodrigues Caldas, 30
Belo Horizonte, MG
30190120

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando ARCA Associação de Artesãos de Santa Cruz de Chapada do Norte posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para ARCA Associação de Artesãos de Santa Cruz de Chapada do Norte:

Atalhos

Compartilhar