25/04/2026
DIA DE MARCELA.
Por
Se é bem verdade a concepção de destino — de que pessoas, em seus percursos sinuosos e imprevisíveis, estão fadadas a um encontro, a um enlace quase involuntário, mas que, irracionalmente, livre de sentido ou coerência, parece intratavelmente certo —,
acredito que tenha sido o meu destino ser sua filha. E crescer, moldando minhas percepções, entendimentos, valores e preceitos diante da minha pessoa favorita.
Diante da mulher que é — pura e simplesmente — natureza: revestida pela imensidão do mar, talhada pela intensidade do fogo, ancorada pelo furor do vento.
Ela é menina — na alma, no sorriso e no riso solto, no jeito incandescente de olhar nos olhos. É menina na leveza de seu próprio espírito, em sua impetuosidade e intrepidez ao sonhar.
E é mulher — dotada de convicções rijas, entendimentos consolidados, caráter e valores intransponíveis. É mulher em todo o seu fervor, com toda a veemência de quem não se satisfaz apenas com anseios, mas persegue, com toda a força, a concretização.
Ela é carnaval — em especial o da Bahia —: é constituída por sinfonia, por notas profundas, pelo dedilhar de instrumentos, pela alegria de quem incorpora a música na alma, sorvendo cada arranjo. De maneira involuntária, deliberada, entregando-se à própria essência.
É, com toda a certeza, uma artista. Desde o manuseio de flores e a estruturação de arranjos irretocáveis até a aptidão de projetar e realizar sonhos, transformados por ela com maestria.
Ela é a personificação da intensidade.
Gozando de sua impetuosidade, aventura-se e se atreve a ser leal ao próprio espírito.
Move-se segundo o coração, sempre intrépido e altruísta.
Contraria a lógica: dispõe-se a desafiar o aceitável quando este não lhe parece, de fato, o certo.
Ela é a minha pessoa, neste mundo e nesta vida. Por tudo o que é.
Com todo o amor deste universo e de todos os outros, do seu sunshine. 🫀