Ceres é a deusa da fertilidade da terra, o poder produtivo do solo, a prosperidade.
É da terra que vem as matérias primas. Origem das grandes e belíssimas obras, e obras de arte.
É da terra que vem os frutos, a vida e a força vital. Ceres acredita que cada peça, obra ou forma de expressão, representa a natureza, o belo, a poesia, a sinceridade de quem a idealizou ou criou, a energia do interno,
a transcendência ao externo, a plenitude do universo, as ondas vibracionais ao infinito. A arte agracia os olhos de quem a vê, com a representação do seu gosto, história de vida, imaginação, criatividade. Em um exercício de vai e vem, o diálogo artístico permite a interiorização do que a arte representa para quem a enxerga, e o que ela se expressa por si só, a partir da intenção da autora.
É preciso dar sentido à linguagem artística e sua comunicação, respeitar a interpretação do receptor em seu contexto e vivência, diversidade, amplitude e limitações; valorizar o emissor/artista e enxergar a beleza da mensagem, que é a expressão pura da arte. Nesse diálogo de interiorização e exteriorização da arte, nas infinitas formas de vivencia-la e expressa-la, mudanças acontecem: ressignificação de conceitos, redirecionamento de pensamentos, despertar das virtudes, requalificação do ser, desconstrução do dever-ser e libertação ao poder-ser. Partindo-se da semente de uma simples sobrevivência, ao desenvolvimento de uma verdadeira vivência: a vivência com abundância de ser.