08/03/2026
Hoje é 8 de março.
E talvez você veja flores, mensagens bonitas e pessoas dizendo “feliz dia das mulheres”.
Mas antes de aceitar essa comemoração, vale lembrar de uma coisa:
Esse dia não nasceu da celebração.
Ele nasceu da revolta.
Nasceu de mulheres que trabalhavam até 16 horas por dia em fábricas.
Recebendo menos.
Sendo exploradas.
Sendo silenciadas.
Nasceu de greves.
De marchas.
De mulheres que tiveram coragem de enfrentar um sistema inteiro para exigir dignidade.
Em 1910, a ativista Clara Zetkin propôs que existisse um dia internacional para lembrar dessa luta.
Não era para receber flores.
Era para lembrar que direitos precisam ser conquistados.
Mais de um século se passou.
E ainda hoje as notícias nos lembram que essa luta está longe de acabar.
Meninas violentadas.
Histórias interrompidas pela misoginia e pela brutalidade.
Então talvez o Dia da Mulher não seja exatamente um dia de festa.
Talvez seja um dia de memória.
Memória das mulheres que lutaram antes de nós.
Memória das que não sobreviveram.
E um lembrete de que igualdade, dignidade e respeito nunca deveriam ser privilégios.
Mas ainda são.