19/08/2026
Me peguei hoje vendo essa foto aqui. Pensando: Nasci em uma família muito simples, não havia nada de especial ou diferente onde cresci. Eu fui criada pelos meus avós no interior do RJ. E tenho muito orgulho de onde cresci, porque hoje vejo que tem tudo a ver com o que eu acredito do design e do meu trabalho.
Eu caí de paraquedas no design. Nunca foi minha intenção e nem meu desejo, mas, de alguma forma, era tudo que eu era e tudo que eu precisava.
Ganhei uma bolsa de estudos para cursar Design de Interiores. Foi só a partir dessa bolsa que eu tive a oportunidade de cuidar de tantos lares nesses 6 anos depois dessa primeira foto.
Nossa… eu lembro como se fosse ontem, sabe? Eu mal dormia para conseguir entregar os projetos acadêmicos e os estudos. Vivia igual a uma zumbi. Na época das maquetes e dos desenhos, a gente fazia vaquinha para conseguir comprar tudo.
Nossa… como eu venci.
Eu ouvi tantas coisas neste caminho até aqui. Escutei que “eu não merecia estar nessa posição”, que “eu não iria muito longe”, porque “não tinha posição para atender ricos”.
E talvez uma das coisas que mais me marcou é que ninguém nunca conseguiu negar o meu talento, sabe?
Os professores ficavam surpresos com o meu nível de criatividade. E, olhando hoje, eu percebo que eles já enxergavam algo que eu ainda nem conseguia enxergar direito: que os meus projetos seriam como são hoje. Autorais. Com identidade. Com propósito.
Gente… que jornada.
Quando olho para aquela primeira foto e penso em tudo que aconteceu depois dela, dá um negócio no coração. Porque eu sei o quanto aquela menina precisou insistir. O quanto ela precisou acreditar, mesmo quando tantas pessoas diziam o contrário.
Que bom que eu não deixei nada me vencer.
E não foi só por mim.
Foi por cada cliente que confiou em mim. Por cada lar que me permitiu entrar. Por cada pessoa que acreditou no meu olhar e me deixou transformar um espaço que, de alguma forma, também carregava uma parte da história dela.
Hoje, olhando para tudo isso, eu só consigo sentir gratidão. 🥲