28/05/2026
A Morte das casas.
(Um pouco sobre o que eu penso )
Como saímos disso…
— casas com telhado, sombra, textura, varanda, jardim, memória e identidade —
para caixas cinzas sem alma, sem beiral, sem aconchego e feitas para parecer render de incorporadora?
Antes, a arquitetura conversava com o clima, com a rua e com as pessoas.
Hoje, muitas vezes ela conversa apenas com custo, velocidade e tendência de Instagram.
Perdemos:
• profundidade
• materiais naturais
• detalhes
• proporção humana
• permanência
Trocaram o “lar” pelo “produto”.
Nem toda casa contemporânea é fria.
Mas a obsessão pelo minimalismo barato criou bairros inteiros que parecem cópias uns dos outros.
Casa bonita não é a mais cara.
É a que emociona.
A que envelhece bem.
A que tem alma.
Mas