10/07/2026
Entenda...artesanal é único, exclusivo, não é coisa "baratinha".
Se você quer uma peça que traz cultura, técnica e história, lembre que isso tem valor!
A exploração dessas técnicas em "Feirinhas" é velha conhecida.
Fábio Monnerat..
Toda vez que um bordado, um crochê, uma renda ou um fuxico chega a uma passarela internacional, o país comemora. Mas a pergunta que importa quase nunca é feita: por que o MUNDO RECONHECE MAIS OS NOSSOS SABERES MANUAIS DO QUE NÓS mesmos?
O Brasil tem uma das maiores riquezas artesanais da moda contemporânea. O problema nunca foi falta de técnica. Foi falta de projeto.
Por décadas, reduzimos essas manualidades a artesanato de feirinha ou a iniciativas sociais que recebem aplauso (merecidamente), mas quase nunca investimento, pesquisa, design e posicionamento de valor.
Enquanto isso, outros países transformaram seus saberes em patrimônio econômico. Criaram um savoir-faire admirado, protegido e desejado. Fizeram da técnica uma assinatura nacional.
O Brasil precisa fazer o mesmo. URGENTE!
Os saberes manuais não podem continuar presos apenas ao lugar do “bonito”, do “afetivo” ou do “social”. Eles precisam ocupar o lugar do desejo e do alto valor agregado.
O Brasil precisa exportar aquilo que ninguém mais sabe fazer como nós. O resto a Ásia produz mais barato e rápido.
Riqueza cultural nós já temos. O que falta é coragem para transformá-la em estratégia.