23/09/2026
Artes indígenas do Brasil em Paris
Em setembro, a Tucum foi para Paris. Nossa fundadora, Amanda Santana, participou da 2ª Jornada Exportadora do Artesanato, da ApexBrasil. Mais de 600 negócios se inscreveram e 20 foram selecionados. A Tucum também foi uma das 10 iniciativas escolhidas para expor na Maison&Objet, uma das principais feiras de design e decoração da Europa. As peças entraram na exposição “Brasil Nostálgic”, com curadoria de Bruno Simões, no estande da ApexBrasil. Foi a nossa primeira vez na feira.
Em Paris, falamos com mais de 15 compradores e lojistas da França, da Grécia, da Islândia, do Reino Unido e da Bélgica. Levamos as peças e também explicamos como elas são feitas. O artesanato indígena não segue a lógica da produção em série. Ele é feito no tempo de cada comunidade, junto com as outras atividades do dia a dia. Isso define como as peças são feitas, quanto custam e o que é possível entregar. Tirar uma peça da floresta e levar até Manaus ou o Rio, e de lá para o mundo, exige uma logística complexa. Contar isso também é parte do trabalho.
Hoje a Tucum atua em 56 Terras Indígenas e quatro Unidades de Conservação, em oito estados da Amazônia Legal. Só em 2024, compramos R$ 538 mil em peças de artesãs e artesãos de 106 povos, em 62 territórios tradicionais. Estão nessa rede os Baniwa, os Baré, os Guarani, os Kayapó, os Ticuna, os Yanomami e muitos outros. Para nós, exportar é mais uma forma de gerar renda para quem mantém o território com a floresta em pé.
Voltamos com contatos novos, aprendizados e uma Bolsa Exportação da ApexBrasil para seguir levando essas artes a outros lugares. Agradecemos à ApexBrasil, à AMAZ Aceleradora e ao Idesam por fazerem isso junto com a gente. Seguimos re-existindo com os povos indígenas.
Agradecemos à ApexBrasil, á AMAZ aceleradora de impacto e a Manja , pelo apoio e parceria