12/07/2026
Hoje fui ao supermercado com a minha filha.
Ao descer do carro, ela fechou a porta no meu dedo.
Doeu muito.
Ainda está doendo horas depois.
Na hora, eu fiz cara feia e pedi que ela prestasse mais atenção.
Ela me pediu desculpas.
Durante todo o tempo no supermercado caminhou de cabeça baixa, segurando minha mão, e de vez em quando repetia baixinho: "Desculpa, mãe."
Quando chegamos em casa, fizemos o almoço que já estava combinado: a comida que ela gosta, a sobremesa que ela escolheu e até um bolo para o lanche.
Não porque o que aconteceu não teve importância.
Mas porque foi um acidente.
Ela precisava entender que errar sem intenção não faz dela alguém que merece ser punida.
Ser mãe foi uma escolha minha.
Ser filha não foi uma escolha dela.
Meu papel é ensinar o que é certo e o que é errado, mas acredito que isso não acontece pela violência.
A vida vai frustrá-la muitas vezes.
Ela vai errar, vai machucar pessoas sem querer e também será machucada.
Espero que ela aprenda, dentro de casa, que amor e firmeza podem caminhar juntos.
Porque o exemplo que damos hoje é a lembrança que nossos filhos carregarão amanhã. 🤍
Talvez seja por isso que escolhi trabalhar criando peças para a infância.
Antes de costurar tecidos, eu acredito que bordamos memórias.
E eu espero que as memórias que minha filha carregue de mim sejam feitas de amor, firmeza e acolhimento.
Porque, no fim, é esse mesmo carinho que desejo entregar em cada criação do 🤍