21/04/2025
Hoje faço uma partilha.
Hoje é um dia muito triste. Partiu o Papa Francisco.
Partiu um operário da paz, da igualdade, da escuta e da presença.
Ele considerava-se assim mesmo.
Partiu alguém que soube ser líder da forma mais rara: aproximando, questionando, comunicando, unindo. De verdade.
Disse que os bens materiais devem servir a vida, nunca ser o objetivo da vida.
Disse aos pais que não poupassem para heranças, mas que partilhassem a presença.
Disse aos jovens que nunca perdessem o caminho de vista, por mais difícil que fosse a estrada.
Disse tanto, com tão pouco ruído e tanto impacto.
Que enorme dom, logo na época mais barulhenta que vivemos.
Hoje, mais do que lamentar a sua partida, sinto que nos deixou uma missão, sabem?
Aos que ocupam cargos de decisão, deixo este apelo:
🤍
Que se liderem equipas, projetos, instituições — mas, acima de tudo, pessoas.
Que o critério de liderança não seja o aplauso fácil, nem a gestão de imagem, mas a construção silenciosa e profunda da dignidade de quem se lidera.
Que não nos esqueçamos de que o verdadeiro poder é servir, escutar, cuidar. Tão clichê é tão difícil…
Não é o caminho mais fácil. É o mais exigente.
Mas é o único que constrói o que importa: um legado que valha a pena ser partilhado. E sobretudo contado.
Um cliché que vai muito para além da construção financeira do que alguém tem.
Se pudesse dar um nome ao que considero ser um verdadeiro líder, chamá-lo-ia Papa Francisco.
Partiu um homem. Ficou um caminho.
Agora, é tentarmos ser, como seres humanos, o mais próximos dele...
“Quem sou eu para julgar alguém?”
Até sempre.
❤️